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Informação: O Resveratrol existe à
venda em Portugal, no Brasil e quase em todo o mundo, apresentado
normalmente em cápsulas.
Março 2007 Ratos de laboratório obesos alimentados
com uma
dieta rica em gorduras viveram com mais saúde e mais tempo sem recurso
a dietas graças ao consumo de grandes doses de um extracto de vinho,
revela um estudo hoje divulgado. Os investigadores que anunciaram a
descoberta afirmam que ainda é cedo para saber se o método produz
resultados idênticos nos humanos, mas consideram que é prometedor e
mesmo "espectacular".
O estudo, conduzido pela Escola Médica de Harvard e pelo Instituto
norte-americano do Envelhecimento, mostrou que doses substanciais de
Reveratrol, um ingrediente do vinho tinto, fazem baixar os níveis da
diabetes, reduzem os problemas de fígado e outros efeitos nocivos
relacionados com gordura quando foram ministradas a ratos de
laboratório obesos.
Os animais submetidos a este método viveram
mais tempo que o esperado, mas o mais espantoso, segundo David Sinclair,
líder da equipa de cientistas, reside no facto dos órgãos destes
ratos se apresentarem normais, quando não o deviam estar.
"Eles estão gordos, mas por dentro estão bem, de saúde. Tivemos
de nos beliscar para nos certificarmos de que estávamos
acordados", comentou.
David Sinclair adiantou que os estudos já feitos em ratos de
laboratório normais, igualmente tratados com o Resveratol, mostram que
o seu tempo normal de vida foi aumentado. O líder da equipa de
investigação tem um interesse especial nesta pesquisa, pois é
co-fundador de um laboratório farmacêutico que tenta descobrir se é
possível utilizar este extracto de vinho tinto em pessoas com diabetes.
O consumo de vinho tinto tem sido nos últimos
anos referido como tendo efeitos benéficos para a saúde humana, mas o
estudo hoje divulgado na edição electrónica da revista Nature mostra
que os mamíferos submetidos a doses elevadas de Resveratrol podem obter
os efeitos do corte de calorias sem efectivamente as cortar e sem nada
fazer para obter essa redução. "Se estivermos certos,
significa que se pode obter os efeitos de reduzir o consumo de calorias
sem que uma pessoa tenha de sentir que está a passar fome",
comentou David Sinclair.
Howard Eisenson, director do Centro de Dieta da Universidade de Duke,
alertou o público para excessos de optimismo. "Todos os
que praticam medicina aprenderam já que não se pode saltar
directamente de estudos com cobaias para o que pode acontecer em seres
humanos", comentou Eisenson.
Assunto
Relacionado:
Longevidade, Sindrome de Melas,
vinho tinto e resveratrol. |